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Karla e Igor

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Karla e Igor

Nossa História

Versão da noiva, porque o noivo tem preguiça de escrever e acha frescura. Haha...

Gente, coragem! Eu e minha super objetividade (só que não) para contação de histórias. Mas também, não tem como ser objetiva sobre a história mais importante da sua vida né? Vamos lá:

          A nossa história é daquelas improváveis de dar certo. Nos conhecemos em 2010, de uma forma muito natural, pois éramos vizinhos.  O Igor é do Rio de Janeiro e veio para Brasília para servir, pois fazia parte da Marinha do Brasil. A ideia era ficar por um ano. E foi o que aconteceu. Nossa como ele era lindo! Foi amor à primeira vista? NÃO. Hahaha... Na verdade, éramos totalmente indiferentes um na vida do outro. Rs... Éramos vizinhos e ponto, no máximo nos cumprimentávamos. Eu não olhava para ele com outros olhos e acho que nem ele pra mim. Acho que ele me achava bonitinha, só isso. Rs... Brincadeira, nem sei se ele achava.

                Ele morava com mais três amigos da marinha e eles não tinham fogão. Sim, eles passaram um ano sem comprar um fogão. Rs... Então, minha mãe, que é muito cuidadosa e simpática, ficava com dorzinha deles e de vez em quando fazia comida para eles. Algumas vezes, eu chegava em casa e eles estavam lá. Foi assim que nos apaixonamos? NÃO. Hehe... Enrolado né? Mas foi assim mesmo. Rs... Eu estava no meu ano sabático, não passava pela minha cabeça namorar. Queria só me divertir com as amigas, sem pensar em nada. Até que foi passando o ano e eu com a minha essência pacata, comecei a cansar de sair um dia sim e outro também, comecei a ficar mais em casa.

          Coincidentemente, estava no meu último ano de faculdade e nos trabalhos finais, o que necessitava que eu me dedicasse bastante. Na correria do fim do semestre, eu estava muito tensa e com os ombros duros. Rs... Aí um dia, eu tinha ido na casa dele, falar alguma coisa com um dos amigos deles que eu tinha mais intimidade, não lembro o que era, mas aí comentei que estava muito tensa, com dor nas costas por conta da correria do fim da faculdade, aí eu zoei com o colega dele e falei, “faz uma massagem aqui em mim”. Aí ele respondeu, “por mim tu morre dura”. Gente, ele falou isso mesmo. Lembra disso Marcos? Lembra nada. Haha... Aí o Igor se ofereceu para fazer. Eu fiquei super sem-graça, disse que não precisa, pois, eu estava brincando. Estava mesmo, pois, eu sabia que o Marcos não ia fazer, ele era toscão. Haha...Eu só não esperava que o Igor iria se oferecer. Eu insisti que não precisava, porque a gente não tinha intimidade, para mim era constrangedor. Ele insistiu. Então, eu sem-graça, disse, está bem.

           Daí, ele pegou um creme da Victoria’s Secret de morango, que eu sempre achei enjoativo, haha...e passou no meu ombro. A massagem foi muito boa. Aliás, até  hoje, ele é o melhor da massagem. Foi dessa vez que me apaixonei? Será? NÃO. Kkkkk... Mas não contei isso por acaso, relatei, porque foi nesse momento, que ele se interessou por mim. Sim, ele fez massagem em mim e ascendeu uma luz. Hahaha... Isso foi por volta do mês de agosto de 2010. A UnB tinha entrado de greve no meu último semestre e minha formatura atrasou uns 3 meses. A partir desse momento, ele passou a me olhar diferente, mas eu avoada, nem estava percebendo. Até que um dia fui para um show com uma amiga e ele foi com a gente. Nesse dia, eu percebi ele meio diferente, parecia que estava procurando uma brecha para me dizer algo. Mas eu fiquei surpresa, porque até então, nunca tinha passado pela minha cabeça ficar com ele. Eu fiquei tentando evitar que ele falasse algo, porque eu ia ter que dizer não e eu não queria ter a possibilidade de estragar uma amizade que estava meio que começando a se fortalecer. Eu achava ele um menino bacana. Rs... Aí foi o disparo para eu perceber. Ele ficou muito diferente, tentando se aproximar e eu percebendo, mas na minha. Até que um dia eu olho no meu celular e recebo uma mensagem assim: “Oi meu anjo, passei a noite inteira sonhando contigo e estou o dia inteiro pensando em você”. Ele vai ficar de cara por eu lembrar exatamente a mensagem, porque ele sempre fica abismado com minha memória. Kkkkk... Genteeeee, que mensagem foi essa? Agora não tinha mais nada nas entrelinhas. Estava escrachado mesmo. Rs...

          A partir daí, eu fiquei pensativa. Aí eu ficava: “ah não, mas ele é meu vizinho”. “Esse negócio de ficar com vizinho não é legal, depois não dá certo, você tem que ficar vendo toda hora. Se der certo, fica perto demais”. Só conseguia ver contras. Cheguei a pensar, ah! Mas ele vai embora mesmo (PAGANDO A LÍNGUA) rs... Só sei que nesse chove não molha, depois de muito pensar, sou dessas, penso em tudo sempre. Oh chatice! Rs... Acabamos ficando pela primeira vez, em 2 de outubro de 2010. Foi lindo! E eu já fiquei mexida. Coraçõezinhos, rs... Desse dia em diante, a gente não se desgrudou mais. Nos encontrávamos todos os dias e eu não enjoava. Hehe... 14 dias após a gente ficar pela primeira vez, foi meu baile de formatura, e eu já levei ele como meu namoradinho. Ele saiu em várias fotos do meu álbum e isso não me assustava, eu já estava completamente apaixonada. Foi do nada para tudo, muito rápido.

          Nossos primeiros meses juntos foram muito intensos, de pura paixão. E tinha que ter sido assim, se não, não estaria aqui hoje contando essa história. Nós ficamos muito grudados e no dia 2 de janeiro de 2011, o Igor me pediu oficialmente em namoro. Para fazer o pedido, foi aquela embromação, porque a gente estava na especulação, ele vai embora ou não vai? Existia a possibilidade dele ficar mais alguns meses e como a Marinha não havia mandado nenhuma mensagem ainda, ficamos sem saber se ele já teria que ir em janeiro, ou se ele iria por volta de maio. Começamos a namorar e a torcer que fosse pelo menos maio para que pudéssemos ficar mais tempo juntos. E eu muito apreensiva, porque estava me envolvendo muito, fiquei conversando com Deus e pedi que se fosse para não dar certo que ele cortasse nossa relação logo, porque seria muito ruim ele ficar até maio e depois sabermos que não deu certo por conta da distância.

           5 dias após o pedido de namoro (dia 7 de janeiro), ele recebeu a notícia de que teria que se apresentar no Rio dia 17 de janeiro. Eu fiquei extasiada e jurei que nunca mais pediria sinal pra Deus. Haha... Achei que veio muito rápido. Rs... Nisso, vieram as dúvidas, eu já pensei logo que não era pra ser. Mas mesmo assim, decidimos tentar manter o namoro à distância. Foi um ano de ponte aérea Brasília X RJ no ano de 2011, namorando à distância. Não é que deu certo? Foi tranquilo até. Agora vinha a outra angústia, ele conseguiria voltar para Brasília ou não? Ele iria tentar, mas de início só tinha uma vaga. Então, ele teria que estudar muito e quem não tinha morado em Brasília ainda, tinha prioridade. A grande questão era que o próximo local que ele ficasse, fosse no Rio ou fora de sede, ele ficaria cinco anos. Ficamos apreensivos, porque pensávamos que se ele não voltasse, talvez não fosse viável manter o namoro. Seria muito tempo à distância. 

          Entretanto, depois de muito estudo e coragem de deixar tudo no Rio novamente, ele conseguiu voltar, abriram duas vagas. Voltou ele e um colega. Ele recebeu a notícia no final do ano e quando ele me contou, eu entrei em choque, em parafuso. Haha... Eu fiquei muito feliz, mas junto com isso, bateu uma insegurança e um medo da pressão que era ele voltar por minha causa. Afinal, estava toda a vida dele lá, família, amigos e futebol de fim de semana que ele ama haha... O sentimento foi mistura de felicidade e medo. No último dia antes dele voltar, percebi que foi quando caiu a ficha dele de tudo que estava deixando para trás. Senti que ele estava meio triste, mas encarei com tranquilidade, pois achei muito natural, afinal, ele mudaria a vida toda, as pessoas do cotidiano, já seriam vistas esporadicamente, toda a rotina mudaria.

          Então, em 2012 ele voltou, com data para voltar para o Rio em 2017. Tem que voltar toda vez que muda de patente. Nisso, cinco anos estavam longe. Assim, continuamos nosso namoro que sempre foi muito sólido e harmonioso, com carinho, amor, amizade, respeito e cumplicidade. No ano de 2015, ele me pediu em noivado. Foi o pedido mais lindo da vida, e ele me surpreendeu muuuuuuuito. Foi de surpresa, eu não sabia e foi um dos dias mais felizes da minha vida. Coraçõezinhos de novo. Haha... Não vou dar detalhes, porque me alongo muito, mas posso dizer que teve jantar feito por ele, rosas espalhadas pela casa, corações grudados nas paredes da casa, um casa comigo gigante grudado na parede e um par de alianças no meio de um coração de pétalas em cima da cama. Eu fiquei emocionada agora de lembrar. Rs... To chorando gente... Foi lindo. Mas a gente não decidiu oficializar logo nossa união. Primeiro, tínhamos que juntar dinheiro e depois, em 2017, seria de novo aquela saga do Igor ter de voltar para o Rio, sem saber se voltaria para Brasília novamente. Pensamos em mil opções, na possibilidade de eu ir com ele, mas as chances eram poucas de conseguir transferir o trabalho, já que sou do GDF; pensamos na possibilidade dele voltar para o Rio e ficarmos um tempo novamente à distância e por fim, refletimos sobre a possibilidade dele ficar, o que implicava abrir mão do trabalho na Marinha.

          O ano de 2016, foi um período muito difícil nesse sentido. Passamos todo ele, pensando se o Igor saía da Marinha ou não (ele estava com essa vontade) ou se voltava para o Rio e tentava retornar para Brasília depois, apesar da chance mínima de conseguir. Ele queria que eu falasse a ele o que fazer, mas nunca fiz isso, porque a resposta estava dentro dele. Até porque, eu como típica brasiliense, tremia nas bases em pensar que ele largaria uma estabilidade de 9 anos que ele tinha na marinha. O Igor fez Educação Física e tinha muita vontade de trabalhar na área. Na marinha, ele fazia algo que não tinha nada a ver, então, ele estava com muita vontade de investir na carreira. Sendo assim, eis que depois de ir e voltar na decisão, ele decidiu sair da Marinha. E eu apoiei, mas achava tenso. Haha... Não que tivesse medo dele não dar certo, disso eu nunca tive dúvida. A questão financeira não me assustava, mas eu tinha muito medo dele se arrepender, era uma decisão de vida, muito séria e me dava muito desespero pensar que por mais que ele tivesse gostado de Brasília e quisesse investir na carreira, sabia que o nosso relacionamento tinha total responsabilidade sobre essa decisão, porque ele veio para Brasília por minha causa e ficaria de novo também.

          E foi assim, no final do ano de 2016, o Igor pediu baixa da Marinha e foi correr atrás da profissão que ele ama, e é muito bom. Sou a mais orgulhosa da vida e sempre falo para ele me deixar igual a Pugliesi para que eu possa fazer propaganda para ele. Haha...Sacanagem. rs... Daí em diante, seguimos nossa vida, sempre juntos e nos apoiando. Após toda essa caminhada de sete anos juntos, temos agora uma data para celebrar esse amor que é tão lindo e verdadeiro, o grande dia será 28/4/2018. Então é isso, somos duas pessoas que têm semelhanças e diferenças e que se equilibram em ambas. Mais importante que isso, que se amam e se respeitam imensamente. Sempre que nos desejam que sejamos felizes, penso sem pestanejar, NÓS JÁ SOMOS.